Secretaria Municipal da Reparação e UFBA Divulga o Resultado do Mapeamento dos Terreiros de Salvador

dezembro 5, 2007 at 12:36 am (Sem-categoria)

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Os resultados da pesquisa de Mapeamento de Terreiros de Salvador, realizada pelo Centro de Estudos Afro-Orientais da Universidade Federal da Bahia (Ceao), em parceria com as Secretarias municipais da Reparação (SEMUR), da Habitação (Sehab), Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade (SEPPIR), e Fundação Palmares podem ser acessado através do http://www.terreiros.ceao.ufba.br/, ou através do mapa ao lado.

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O que tem no Camdomblé, que falta na Umbanda

dezembro 5, 2007 at 12:16 am (Sem-categoria)

Candomblé e umbanda são religiões de pequenos grupos que se congregam em torno de uma mãe ou pai-de-santo, denominando-se terreiro também cada um desses grupos. Embora se cultivem relações protocolares de parentesco iniciático entre terreiros, cada um deles é autônomo e auto-suficiente, e não há organização institucional eficaz alguma que os unifique ou que permita uma ordenação mínima capaz de estabelecer plano e estratégias comuns na relação da religião afro-brasileira com as outras religiões e o resto da sociedade.

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Aversão da Igreja Universal ao Povo do Candomblé

dezembro 5, 2007 at 12:05 am (Sem-categoria)

Dulce Silva Lima, Yalorixá do terreiro Ilê Axé Ogum Omekayé, localizado no bairro da fazenda Grande III, entende que a intolerância sofrida pelo povo de candomblé é reflexo da discriminação racial e se torna visível no rótulo criado pela Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), “seguidores do Diabo”. A Yalorixá explica que cada pessoa nasce e traz consigo um anjo de guarda que seria um Deus intermediário e ao nascer é escolhido por um orixá que vai reger a sua vida, determinando características pessoais de natureza. Mãe Dulce esclarece também, que alguns terreiros são financiados pelo Governo Federal, outros vivem de doações, feira ou eventos e outros se mantêm da renda da família da Yalorixá.

A IURD se caracteriza como sendo o lugar para quem quer se libertar e se coloca como mediadora do verdadeiro exorcismo. Carmem Carlos Costa, Obreira da IURD, no bairro de Cajazeiras VI, explica: “A igreja Universal foi levantada para resgatar as almas pertencentes a este tipo de religião, pois estão todos no caminho da perdição”.

Segundo Maria Durvalina, Educadora e militante do movimento negro, nesses últimos anos a IURD tem se valido de práticas que lembram alguns elementos que estão presentes no candomblé. Apesar de utilizar um discurso averso ao candomblé, na medida em que condenam, se valem de seus ritos para praticarem seus cultos.

A Ekéde, Lucia Silva Lima, braço direito de Mãe Dulce, desmistifica o segredo existente no ritual do candomblé e qualifica-o como um diferencial atrativo para o culto. “Sem esta essência não há ritos nem religião”, declara Lucia.

A riqueza cultural do candomblé, onde a presença da mulher é marcante, caracteriza-se por ser uma religião que constrói laços de afetividade, fraternidade e inspira estudos, além de se desdobrar em projetos sociais de inclusão socioeconômica.

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Divertimento e Arrelia: É assim que se constitui o carnaval da Bahia

dezembro 4, 2007 at 11:41 pm (Sem-categoria)

     O carnaval da Bahia é a maior festa de rua do planeta, cerca de 14 milhões de pessoas dançam em três circuitos, cada um deles com mais de três quilômetros de extensão – Circuito Avenida, Circuito Barra e Circuito Pelourinho – do meio dia até a manhã seguinte, durante os seis dias.
Mas tudo começou no século XIX, com pequenos grupos de negros e gente do povo comemorando o Entrudo (carnaval e/ou três dias que precedem a entrada da quaresma) à moda de Portugal. Depois de evoluir para uma festa das elites, realizadas primeiro nos grandes salões das casas e depois nos clubes. O carnaval da Bahia reafirmou-se como uma festa de rua, das classes baixas, dos negros e mestiços, que desfilavam nos corsos e cordões até o formato mais recente, dos blocos de carnaval.
            A diversidade musical e étnica do carnaval da Bahia tem a sua maior expressão através dos músicos que participam da folia de Momo. Alegres e diferentes, eles contagiam turistas e baianos, tornando a cidade a capital da alegria.
Em entrevista a Juliana Guimarães – Band Bahia -, durante o lançamento do Carnaval 2008, a cantora Carla Cristina destacou que o carnaval é a maior e mais importante manifestação cultural da Bahia, por reunir, numa grande exposição de rua, música e dança, onde tudo é permitido esteticamente, onde as raízes rítmicas locais se mesclam com rock, funk, reggae, hip-hop, salsa, merengue, house, drum´n´bass, etc., criando novas e maravilhosas sínteses para dançar. Exemplos dessa mistura são o samba-reggae, o galope trieletrizado e o pagode baiano, bases da axé-music, que comemora 23 anos no próximo carnaval. 

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Carnaval de Salvador é Lançado Oficialmente

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Fundação Encerra Conferência Jaime Wright com Louvor e Homenagens

outubro 31, 2007 at 12:56 am (Sem-categoria)

No último dia 26, a Faculdade 2 de Julho (F2J) realizou o encerramento da 3ª conferência Jaime Wright, que teve como tema: “Meio ambiente: Promotores da Paz e dos Direitos Humanos. Estiveram presentes no evento as seguintes autoridades: Julio Rocha, Superintendente de Recursos Hídricos da Bahia e Lindivaldo Brito, Procurador Geral da Justiça.
Na ocasião foram tratados os desafios para a efetivação dos Direitos humanos a parti dos problemas com meio ambiente, na ótica de cada palestrante. Fizeram parte da mesa, Moisés Domingues, Presidente da Fundação 2 de Julho, Romelia Santos, Conselheira da Fundação 2 de Julho, Josué Melo, Diretor da F2J, Benito Jucai, Responsável Técnico Cientifico da Conferência, Everton Almeida, Ex- Deputado Estadual e José Carlos Zanete, Representante da ONG Ambientalista Nativos de Itapuã.

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Coral de Cegos da Bahia Encerra a Conferência Jaime Wright

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Premiados 2007

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Candomblé x Umbanda

outubro 17, 2007 at 12:07 am (Sem-categoria)

O CANDOMBLÉ religião brasileira dos orixás e outras divindades africanas que se constituiu na Bahia no século XIX e as demais modalidades religiosas conhecidas pelas denominações regionais de xangô, em Pernambuco, tambor-de-mina, no Maranhão, e batuque, no Rio Grande do Sul, formavam, até meados do século XX, uma espécie de instituição de resistência cultural, primeiramente dos africanos, e depois dos afro-descendentes, resistência à escravidão e aos mecanismos de dominação da sociedade branca e cristã que marginalizou os negros e os mestiços mesmo após a abolição da escravatura.
Eram religiões de preservação do patrimônio étnico dos descendentes dos antigos escravos. De lá para cá, muita coisa mudou, fazendo dessas religiões organizações de culto desprendidas das amarras étnicas, raciais, geográficas e de classes sociais. Não tardou e foram lançadas no mercado religioso, o que significa competir com outras religiões na disputa por devotos, espaço e legitimidade.
No início do século XX, enquanto os cultos africanos tradicionais eram preservados em seus nascedouros brasileiros, uma nova religião se formava no Rio de Janeiro, a umbanda, síntese dos antigos candomblés banto e de caboclo transplantados da Bahia para o Rio de Janeiro. Rapidamente disseminada por todo o Brasil, a umbanda prometia ser a única grande religião afro-brasileira destinada a se impor como universal e presente em todo o País .
No curso da década de 1960, entretanto, o velho candomblé surgiu como forte competidor da umbanda. Com sua lógica própria e sua capacidade de fornecer ao devoto uma rica e instigante interpretação do mundo, o candomblé foi se espalhando da Bahia para todo o Brasil, seguindo a trilha já aberta pela vertente umbandista. Foi se transformando e se adaptando a novas condições sociais e culturais. Religião que agora é de todos, o candomblé enfatiza a idéia de que a competição na sociedade é bem mais aguda do que se podia pensar, que é preciso chegar a níveis de conhecimento mágico e religioso muito mais densos e cifrados para melhor competir em cada instante da vida, que o poder religioso tem amplas possibilidades de se fazer aumentar. Ensina que não há nada a esconder ou reprimir em termos de sentimentos e modos de agir, com relação a si mesmo e com relação aos demais, pois neste mundo podemos ser o que  somos, o que gostaríamos de ser e o que os outros gostariam que fôssemos – a um só tempo.
Em resumo, ao longo do processo de mudanças mais geral que orientou a constituição das religiões dos deuses africanos no Brasil, o culto aos orixás primeiro misturou-se ao culto dos santos católicos para ser brasileiro, forjando-se o sincretismo; depois apagou elementos negros para ser universal e se inserir na sociedade geral, gestando-se a umbanda; finalmente, retomou origens negras para transformar também o candomblé em religião para todos, iniciando um processo de africanização e dessincretização para alcançar sua autonomia em relação ao catolicismo. Nos tempos atuais, as mudanças pelas quais passam essas religiões são devidas, entre outros motivos, à necessidade da religião se expandir e se enfrentar de modo competitivo com as demais religiões. A maior parte dos atuais seguidores das religiões afro-brasileiras nasceu católica e adotou a religião que professa hoje em idade adulta. Não é diferente para evangélicos e membros de outros credos.

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Cosme e Damião

outubro 15, 2007 at 10:47 pm (Sem-categoria)

 Segundo a crença popular apareceram materializados depois de mortos, ajudando crianças que sofriam violências

São Cosme e DamiãoCom missas, procissão, distribuição de brindes e entrega de oferendas, católicos e seguidores do candomblé festejam São Cosme e Damião, patrono dos cirurgiões e mais conhecidos como amigos das crianças.
No Candomblé, são associados aos Ibejis, gêmeos que teriam a capacidade de realizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas. Os Ibejis, também chamados de Erês ou Curumis, é a falange do candomblé composta de meninos e meninas de todas as raças e idades e é representada pelas cores azul, rosa e branco.
Segundo a lenda africana, os orixás-crianças são filhos de Iemanjá, a rainha das águas e de Oxalá, o pai de toda a criação, eles morreram em cerca de 300 d.c e sua festa é celebrada nos dias 27 de setembro (Candomblé), 26 de Setembro (Igreja Católica) e 25 de Outubro (Umbanda).
 Nas Igrejas Católicas, onde diariamente há celebrações em torno de um santo, Cosme e Damião serão lembrados com missas na liturgia própria de sua intenção. Nos terreiros de candomblé, os santos são saudados com toques especiais e entregas de oferendas.
 Faz parte da crença popular distribuir  doces na data em que se comemora o dia do santo, para assegurar a alimentação e evitar o contágio epidêmico.
Em Salvador, os gêmeos são padroeiros do bairro da Liberdade e são homenageados com uma novena que inicia no dia 20 e vai até 27 de setembro, no templo que traz o nome dos santos.
A devoção da aposentada Angelina de Souza, 87 anos, nascida e criada na Liberdade, aos santos mártires surgiu ainda na infância, quando era levada pela família às celebrações em louvor a Cosme e Damião. Ela conta que até hoje recorre aos gêmeos nos momentos mais difíceis.
 Segundo a bíblia, os santos gêmeos viveram como médicos para disseminar os ensinamentos de cristo. Para este ano o tema da festa irá reforçar exatamente o que se encontra nos registros bíblicos. 
São cultuados também pelo Batuque, Xangô do Nordeste Xambá.

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CANDOMBLECISTAS AINDA SOFREM DISCRIMINAÇÃO

setembro 4, 2007 at 10:19 pm (Sem-categoria)

 

A necessidade de preservação da identidade cultural do povo africano resultou no surgimento do sincretismo religioso na Bahia, com a associação dos orixás aos santos católicos. O traumático processo de desconstrução cultural contribui para afirmação do candomblé como religião no Estado. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em seu último censo ocorrido em 2002, apenas 0,11% dos baianos se assumem de candomblé.

Contrariando estes números o jornalista, Hugo Mansur, diz que as casas de santo estão sempre cheias e a maior dificuldade não está em assumir-se de candomblé, mas sim em assumir-se negro e trabalhar a negritude como uma identidade étnica e religiosa. “O candomblé enfatiza a idéia, que a competição na sociedade é bem mais aguda e é preciso chegar a níveis de conhecimentos religiosos muitos mais densos”, declara Mansur.

O candomblé, religião dos orixás e outras divindades africanas se constituiu na Bahia como uma espécie de resistência a escravidão e aos mecanismos de dominação da sociedade branca e cristã, que marginalizou os negros e os mestiços mesmo após a abolição da escravatura. Sendo considerado no atual processo de africanização, que se instituiu na sociedade contemporânea, como um instrumento de preservação do patrimônio étnico dos descendentes de africanos.

A Secretaria Municipal da Reparação de Salvador (SEMUR) é a primeira do País a lutar contra seqüelas da discriminação racial, se dedicando exclusivamente à população afro-descendente. Os índices alarmantes da desigualdade social entre raças e etnias na cidade, vêm incitando a Secretaria em desenvolver ações afirmativas de conscientização para que o negro se faça respeitar perante a sociedade, um exemplo disto é a viabilização do projeto de mapeamento dos terreiros baianos, que já contabilizou 1060 candomblés na Bahia.

Dos quase 2,5 milhões de habitantes de Salvador, 86% são negros e mestiços, segundo dados do IBGE. A maioria deles não tem acesso à educação, à saúde ou à habitação e vive aglomerada em favelas e bairros superpopulosos, como a Liberdade, com 600 mil moradores.

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Yalorixá Tenta Desmitificar Sincretismo

agosto 28, 2007 at 11:43 pm (Sem-categoria)

 

Os adeptos do Candomblé respeitam o sentimento cristão, mas a religião de origem africana não possui vínculo com a católica, como explica a yalorixá Dulce Silva Lima. “Somos monoteístas e cultuamos a natureza”, diz. Ela lembra que as duas crenças já estiveram próximas, durante a escravidão, época em que se manifestava o sincretismo. “As pessoas eram obrigadas a adorar os santos africanos assimilados aos santos católicos. Naquele período, aderimos às missas e preceitos da Igreja Católica. Hoje, como vivemos em uma democracia, o culto é livre, sem elemento cristão”.

O Candomblé é considerado, pela Igreja Católica, Como uma agência de serviços mágicos, que oferece ao não-devoto à possibilidade de encontrar soluções para problemas não resolvidos por outros meios, sem maior envolvimento religioso. De acordo com Angelina de Souza (87), aposentada e beata da paróquia Nossa Senhora de Lourdes, localizada no bairro do Garcia, a magia do candomblé passou a atender uma larga clientela, o jogo de búzios e os ebós do candomblé rapidamente se popularizaram.

Um exemplo da semelhança entre as religiões está na análise do culto das sextas-feiras. Os seguidores do candomblé cumprem rigorosamente o preceito de Oxalá – divindade que simboliza o ar e é filho de Olorum, o criador-, de não comer carne vermelha, nem se embriagar. Oxalá pode ser comparado à figura de Jesus Cristo na religião católica. Em razão da Paixão de Cristo os católicos também criaram o costume de evitar a carne vermelha, por consideração ao sacrifício de Jesus. A Yalorixá descarta qualquer relação neste sentido. “Fazemos isso em todas as sextas-feiras do ano, porque é um dia sagrado. Durante a semana santa, o que fazemos é guardar o respeito pela fé e as nossas orações. Todas as religiões acabam lembrando, mas este é um culto essencialmente católico. Não temos vínculo nenhum”, finaliza Mãe Dulce. 

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Olá mundo!

agosto 27, 2007 at 10:48 pm (Sem-categoria)

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